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Motivos Para Ler Romances de Época

por Mary Oliveira
Hoje vim com um post diferente defender um gênero que amo DEMAIS, romance de época.
Espero que depois que eu passar essa palavra para vocês, consiga de alguma forma ajudá-las a decidir dar uma chance aos romances de época e descobrir como começar a embarcar nesse caminho sem volta. ~risos~
Portanto, se você conhece ou não o gênero, leu ou não algum livro dele, tem curiosidade (e até se não tem!), esse post também é pra você!Minha ideia inicial era falar sobre os livros da Lisa Kleypas, mas decidi dividir o post e começar falando de forma mais geral sobre Romances de Época. Por que percebi que alguns pré-conceitos sobre o gênero ainda são bem fortes e eu queria desmistificar alguns.
Primeiro: ROMANCE DE ÉPOCA NÃO É TUDO IGUAL!
Admito, eu também tinha certo pré-conceito com esse gênero. Me irritava a maioria das sinopses que eu lia de romances de época, acreditava ver sempre os mesmos elementos se repetirem nelas e tinha impressão de que leria histórias parecidas, com personagens com nomes diferentes. Um número infindável de clichê, suficiente pra me fazer enjoar e abandonar de vez o gênero. Parei até de ler sinopse de uns anos pra cá. ~risos~Eu pensava assim, e olha que eu sou uma manteiga derretida que adora um clichê bem dosado e um casal amorzinho. Como eu, LOGO EU, não poderia ser fã de romances de época?Eis a questão.Então sério, se você tem algum receio\pré-conceito com relação a romance de época, acha que todos seguem a mesma receita ou algo do tipo, para tudo o que você está fazendo agora e deixa eu te falar um pouco dessa palavra.Primeiro de tudo:• Não, romance de época não é tudo igual.

• Não, os mocinhos não são todos iguais.

• Não, as mocinhas não são todas virgens.

• Não, nem sempre os mocinhos precisam ser duques\condes, viscondes ou barões.

Já dizia minha professora: acalmem vossos corações.
Abaixo vou deixar algumas dicas de romances sem alguns ou todos esses elementos (um tanto repetitivos em romances de época, assumo).
A questão principal é essa: tirar da cabecinha de vocês essa ideia de que romance de época é tudo igual, PORQUE NÃO É. Além do próprio romance (que já é capaz de nos arrebatar, fazer a gente suspirar e se apaixonar), tem algo extremamente relevante sobre eles que, na minha opinião, é muito instigante e interessante para ser levado em conta: acompanhar o desenvolvimento do mundo, acompanhar os marcos alcançados pela sociedade, sobretudo pelas mulheres, através de histórias leves, muitas vezes recheadas de humor e repletas de paixão. Romances que você lê numa sentada e sente seu coração se aquecer.
Uma coisa é você ver uma mocinha forte, determinada, cheia de atitude e opiniões no século XXI, quando o movimento das mulheres é bem maior e estamos conquistando nosso espaço, outra, COMPLETAMENTE DIFERENTE, é você ver uma mocinha forte, determinada, cheia de atitude e opiniões no século XIX (ou anterior a isso), quando tudo o que era esperado e pré-determinado para as mulheres era que se casassem bem, quando eram dependentes de homens pra tudo, quando não podiam estudar, quando a sociedade era muito mais venenosa e nociva com tudo relacionado a nós.Sério mesmo, experimentem fazer uma linha do tempo com livros escritos das décadas, a partir de 1850, e destaquem as mudanças acontecendo lentamente. É um estudo interessante. Pode até ser tema de TCC ~risos~.
Agora sim, chegamos onde eu queria e gostaria, e onde basicamente vão atestar meus argumentos utilizados há pouco, porque citarei exemplos (desculpem por isso, mas tô em final de semestre letivo, meio traumatizada com “justifique sua resposta e dê três exemplos” e meio que minha mente passou a acreditar que a única forma de acreditarem nos meus argumentos é se eu justificá-los e dar exemplos).

Não, romance de época não é tudo igual

Para contrapor essa afirmação, vou recomendar um romance de época escrito pela Meg Cabot, com um pseudônimo de Patrícia Cabot. A Rosa do Inverno. Onde a mocinha é bem à frente de seu tempo e cuida de um sobrinho travesso que herda um título abruptamente. O mocinho, que surge na vida dela querendo empurrar o título para o garoto, porque não quer ele mesmo assumi-lo e passar o resto de sua vida cuidando de terras, é diferente do usual. Ele não quer herdar o título, não quer ter nada a ver com ele e tem uma grande surpresa quando se depara com a tia do garoto, uma mulher forte, com opiniões demais para uma mulher e linda demais para que ele possa ignorá-la.
Uma mocinha forte, à frente de seu tempo e que não quer se casar. Um mocinho que não quer envolvimento com alguém como aquela moça e que não tem nenhum interesse no título de sua família.

Não, os mocinhos não são todos iguais.

Nada de libertinos. Nada de aristocratas com título. Recomendo dois Ian’s. O Clark, de Perdida, da Carina Rissi. E o Ian Moore, do livro Muito Mais Que Uma Princesa, da Laura Lee Guhrke. Dois personagens bem diferentes entre si, mas que fogem muito do comum romance de época.
O da Carina é brasileiro, sem títulos, romântico, fofo, apaixonante de todas as maneiras que poderia ser. E pasmem (SPOILER!!!!) é virgem. Nesse livro ele encontra e ajuda a Sofia, que misteriosamente viajou do século XXI para o XIX e vai acabar se apaixonando por esse boy magya do século dezenove.
O da Laura é diplomata, sério, certinho, mas muito apaixonante também. Nesse livro ele precisa encontrar um marido para a mocinha, mas acaba se apaixonando por ela e tendo que escolher entre seu dever e seu amor. (esse é um dos meus favoritos da vida!)

• Não, as mocinhas não são todas virgens.

Para esse argumento, recomendo a Lara, mocinha do livro Um Estranho nos meus Braços, da Lisa Kleypas. Lara foi casada com um homem horrível e se viu aliviada quando recebeu a notícia da morte dele muito tempo após ele viajar sozinho para outro país. Imaginem a surpresa dela quando alguém que diz ser seu marido retorna anos depois e vira seu mundo (e sentimentos!) de cabeça pra baixo? (esse é um dos meus livros favoritos da vida!)

Não, nem sempre os mocinhos precisam ser duques\condes, viscondes ou barões.

Aqui eu poderia sugerir uma série de livros da Lisa Kleypas. Tipo, muitos mesmo. Tendo na lista ciganos, galeses, americanos. Maaaas, nesse post eu queria focar em outras autoras (depois terá um post especial só da Lisa), então já falei dos Ian’s e agora vou falar do livro Como Agarrar uma Herdeira, que apesar de não ser meu preferido da Júlia Quinn, se encaixa bem nesse quesito. O mocinho é agente da coroa, espião do Departamento de Guerra da Inglaterra, e está tentando prender uma espiã espanhola quando sequestra a mulher errada por engano. Essa é a Caroline Trent, que coincidentemente precisava sumir de vista por algumas semanas e acaba como cativa feliz do nosso agente. Até que entre brigas (muitas brigas, algumas irritantes às vezes), os dois acabam se envolvendo e se apaixonando.Agora (FINALMENTE) acabei <3

Espero de coração que tenham gostado desse post, eu adorei fazê-lo e apresentar a vocês algumas alternativas pra romances de época ainda com clichê, mas sem o excesso que é facilmente encontrado no gênero. Depois volto com indicações dos livros da Lisa Kleypas e alguns motivos para ler essa autora divíssima que eu amo muito.

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