Atômica: A Cidade Mais Fria - Antony Johnston & Sam Hart
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[RESENHA] Atômica: A Cidade Mais Fria – Antony Johnston & Sam Hart

por Yukie

Atômica – A Cidade Mais Fria é uma graphic novel que nos apresenta alguns fatos antecessores a queda do Muro de Berlim. Conspirações, traição, segredos, mentiras, descobertas, teorias e muita espionagem.

Vemos o cenário em que a Guerra Fria estava em um momento decisivo e muito tenso: Acabava ou teria mais uma guerra. Quando uma lista de nomes com todos os agentes secretos ativos em Berlim some, uma agente britânica é enviada para descobrir o que aconteceu com essa lista e levar de volta para casa. Indo para um país desconhecido, sem saber em quem confiar, Lorraine se vê em meio a uma grande trama de armações, segredos e mentiras, não sabendo quem pode realmente ajuda-la, mas não desistindo de sua missão.
Essa graphic novel nos faz conhecer um pouco mais sobre Berlim, tanto a ocidental quanto a oriental, conhecendo um pouco da luta pela liberdade, com ruas cheia de pessoas protestando e sendo um espaço ideal para qualquer um ser um agente duplo, mostrando que as informações podem ser compradas, mesmo que essas informações sejam mais valiosa que a própria vida. Ver que a suposta lista é o alvo principal e tornando o livro todo uma caçada de gato e rato, com armações vindo de qualquer lugar, você começa a desconfiar até da própria sombra e se perguntando se alguém nesse livro vale realmente a pena.
Atômica: A Cidade Mais Fria - Antony Johnston & Sam Hart

Usando um estilo bem anos 70, a Lorraine precisa tomar as próprias decisões, seguindo os seus instintos se quiser sobreviver em meio a esse jogo de espionagem. Assumo que em muitos momentos fiquei confusa. Não sabia bem se estava do lado certo da história e no fim, descobri que realmente não há um lado certo, somente a necessidade de seguir os instintos para que talvez, tudo dê certo.

Com uma capa bonita, vemos que a Editora DarkSide Books fez um bom trabalho. Deixando toda a graphic novel na cor preta e branca, combina bem com o tema frio que Berlim estava enfrentando naquele momento, além dos desenhos não estarem totalmente caracterizados, assim não nos dá o foco nos personagens em si, mas sim no que é o correto ou não, junto com o fato de ajudar a você caracterizar as personalidades e não os aspectos físicos. Só acho que o livro precisa de uma nova revisão. Erros pequenos estão ali para serem revistos e ajustados. E meu alerta para quem for dar uma chance ao livro: toda a tradução das partes em “outros idiomas” está no final do livro. Atente-se a isso, pois irá ajudar a compreender algumas coisas ao longo da leitura.

Apesar de ser uma leitura meio lenta, você não percebe isso ao longo da leitura, pois toda a trama e os mistérios te prendem a leitura, deixando curiosos sobre o final e o que realmente aconteceu com a lista. Eu gostei do livro inteiro, em alguns momentos mais que outros, porém ainda assim, eu gostei e nem percebi quando chegou ao fim e são de histórias assim que mais aprecio.

  • Capa
  • Diagramação e Revisão
  • História
  • Personagens
4.1

Ficha Técnica

Atômica: A Cidade Mais Fria é uma HQ com os melhores ingredientes de uma boa história de espionagem: ritmo tenso e uma trama que pode mudar a cada momento — no underground de Berlim Oriental, nada é exatamente o que parece —, e inclui um levante popular, contra-espionagem, deserções que dão errado e assassinatos secretos. E o resultado foi tão bem recebido que Atômica já chegou ganhando o prêmio de melhor graphic novel pela Comixology, no ano em que foi publicada. Berlim, outubro de 1989. O muro que dividiu a Alemanha está prestes a cair, feito uma peça de dominó que acabará derrubando também a União Soviética e a impenetrável Cortina de Ferro. A Guerra Fria parece chegar ao fim, mas o assassinato de um agente secreto inglês do MI6 com informações inestimáveis — uma lista que contém os nomes de todos os espiões que atuam em Berlim — deixa claro que os dois lados ainda têm muito o que esconder, como até hoje. O destaque da graphic novel é o estilo sofisticado que os autores imprimem à história. Antony Johnston é o autor da premiada série de HQs Wasteland, roteirista do game Dead Space e escreveu para personagens como Wolverine e Demolidor. A arte é de Sam Hart, ilustrador inglês que mora no Brasil e tem no currículo quadrinhos como Juiz Dredd e Tropas Estelares. Atômica é para ler nos quadrinhos. Atômica é para ver no cinema. Atômica é para se perder nos becos escuros de uma Berlim que não se encontra nos livros de História.

 

Número de páginas: 176 páginas

Onde comprar: Amazon

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