Home Autor James Carnac [RESENHA] Eu sou Jack, O Estripador – James Carnac
No livro Eu Sou Jack, O Estripador vamos conhecer um pouco mais sobre um assassino que talvez tenha existido ou não.
Este livro inicia-se com uma introdução que induz a acreditar que o livro seja uma autobiografia do assassino e que a autoria pertence a um homem desconhecido, e que talvez pode nem mesmo ter existido na realidade, uma vez que não há nenhuns registros sobre James Carnac, nem mesmo de parentes.
A dúvida se instala se a obra trata-se de um relato verdadeiro sobre sua vida ou se não passa de uma obra de ficção com memórias que o pressuposto assassino deixou antes de sua morte, com todas as informações e detalhes, o que leva o autor a se questionar até que ponto aquilo tudo é realidade ou ficção.
O fato é que o livro, sendo real ou não, é realmente incrível! Narrado em primeira pessoa, vemos o fascínio de Jack por sangue, algo que surgiu antes mesmo de se dar conta sobre a disfuncionalidade da própria família e nos oferece informações importantes até chegar no momento em que começou a planejar friamente cada estripamento de forma melindrosa, o que nos leva as mais diversas sensações desde a curiosidade até a  repulsa.
Adianto que para quem gosta da temática, esse livro é super indicado, porém, não me convenceu como autobiografia, tive a sensação de ser apenas uma pesquisa extremamente exaustiva e minuciosa a respeito do  serial-killer e uma tentativa de instigar o leitor a dar ao autor o benefício da dúvida com relação a sua verdadeira identidade.
O fato é que o livro foi escrito por alguém usando de um pseudônimo e que possui uma vasta experiência e conhecimentos de escrita profissionais que convencem, nós leitores que os relatos vieram de fato de uma mente psicopata e cruel.
Não encontrei nenhum erro ortográfico, a diagramação está impecável, pois é como se o autor tivesse utilizado uma máquina de escrever para registrar sua história, a capa está incrível e muito bem feita, o que só me atraiu mais a querer ler este livro. Além de claro, a temática ser algo que gosto muito.
O livro também oferece um mapa de Whitechapel com a marcação dos lugares onde os assassinatos ocorreram, ilustrações de lugares, fotos de vítimas, cópias do manuscrito (em inglês) o que, de alguma forma, nos faz ter credibilidade na trama toda em si.
Recomendo a leitura!
  • Capa
  • Diagramação
  • História
  • Personagens
  • Revisão
4.9

Ficha Técnica

Em Whitechapel, em 1888, pelo menos 5 mulheres foram brutalmente assassinadas e mutiladas. O assassino tornou-se conhecido como Jack, o Estripador. Houveram muitos suspeitos, porém ninguém foi preso pelos crimes. Este livro apresenta um novo suspeito a partir de um manuscrito redigido nos anos 1920 por James Willoughby Carnac. O texto abrange desde a sua infância até a sua morte, e contém informações que nunca foram divulgadas. Além disso, os acontecimentos da época e a geografia de Whitechapel, em 1888, são descritos com total precisão, tornando James um convincente Jack, o Estripador. Para completar, o motivo oferecido por ele, para ter se tornado um assassino, nos faz crer que seu relato é puramente genuíno. Seria este livro a genuína confissão de Jack, o Estripador, ou um extraordinário romance muito bem escrito?

Número de páginas: 312 páginas
Editora: Seoman
Classificação Indicativa: +18

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