[RESENHA] Um Acordo Pecaminoso - Os Ravenels #03 - Lisa Kleypas
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[RESENHA] Um Acordo Pecaminoso – Os Ravenels #03 – Lisa Kleypas

Por Mary Oliveira
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Agora, pouco antes do lançamento do quarto livro da série Os Ravenels, volto pra falar sobre o terceiro livro. Meu segundo preferido <3
Quem me conhece sabe que amo os livros da Lisa e, principalmente, que sou completamente apaixonada por alguns personagens específicos. Como o Lorde St. Vincent, que é o mocinho do terceiro livro da série Estações do Amor. Imaginem então minha surpresa quando eu soube que o filho do meu Lorde preferido seria o mocinho de um dos livros da série Ravenels? Eu simplesmente precisava desse livro! Não perdi a chance de tê-lo logo que foi lançado <3
Aqui conhecemos melhor Lady Pandora Ravenel, uma das três primas de Devon. Pandora é a irmã gêmea impetuosa, com atitudes e posicionamentos muito a frente de seu tempo. Uma mulher decidida a se tornar independente, a ser dona de seu próprio negócio e jamais depender de um homem; muito inteligente, divertida, mas com uma propensão a entrar em confusões que até Deus duvida.
Do outro lado temos Gabriel, o novo Lorde St. Vincent, um homem intenso, lindo e determinado a continuar provando que é merecedor de suas posses. Gabriel é aquele mocinho que a gente ama à primeira vista. Ele herdou, além da beleza, algumas características do pai, o que eu amei, mas o que mais me encantou foi o fato de não ser como o pai em muitos aspectos. Pra início de conversa, Gabriel, apesar de herdar a fama de libertino, não faz jus a ela. Embora isso não queira dizer que ele é muito adepto a ideia de casamento.
Os dois se conhecem em um baile, em uma situação muito engraçada comprometedora e nas primeiras páginas já somos conquistados, não apenas pelos personagens em si, mas pelo casal, pela história que se desenrolará a partir dali. Nesse primeiro momento a gente já percebe como os dois são opostos, mas ao mesmo tempo, como seriam perfeitos juntos. Enquanto lia, eu também ria e me perguntava o que diabos a Pandora tinha na cabeça pra se meter numa situação como aquela, no início ela me lembrou muito a Bea (mocinha do último livro da série dos Hathaways, também da Lisa Kleypas), mas isso logo passou. Logo vi muitas diferenças entre as duas.
O que acontece então é simples, Gabriel, após provocar um pouco a Bea por ter se metido naquela situação, tenta ajudá-la a se livrar dela, mas antes que consiga, de fato, fazer isso, os dois são vistos. Pegos numa situação terrivelmente comprometedora apesar de muito engraçada para quem acompanhou desde o início.
O certo (e imposto por quem os flagra!) é Gabriel pedi-la em casamento antes que a honra dela seja jogada na lama. E ele o faz, como o homem correto e justo que é, apesar de não querer um casamento, sobretudo com uma mulher tão claramente inadequada para o matrimônio e para cuidar de uma casa e dos filhos dos dois.
A questão é que, no pouco tempo que teve com ela (dois encontros breves), Pandora conseguiu instigar nele algum interesse, conseguiu deixá-lo intrigado com o que ela era, conseguiu fazê-lo sentir alguma atração por ela. Mesmo sem querer, sem sequer tentar. Gabriel não quer um casamento, não ainda, mas está ciente de sua responsabilidade, do seu dever. E admite pra si mesmo que talvez, apenas talvez, uma união com Pandora não seria tão difícil para ele, uma vez que ele sabe que sente ao menos atração por ela.
O problema é que Pandora não se importa se ficará “falada”, se não será convidada para bailes, se virar fofoca, ela não quer um casamento, não suporta sequer a possibilidade de virar propriedade de um homem, se recusa a aceitar a ideia, tampouco alguém que ela mal conhece como marido. E sua família está ao seu lado, para apoiá-la mesmo que não queira aquele casamento.
O que fica então é a dúvida: como os dois chegarão a um acordo? E que acordo será capaz de satisfazer ambas as partes? Uma vez que, apesar de não querer um casamento, a cada segundo com Pandora, Gabriel se vê mais interessado nela e em sua companhia?
Gente, eu amei esse livro. De verdade. Aqui não temos só uma mocinha à frente de seu tempo que se apaixona e faz concessões, ou muda drasticamente sua vida porque encontrou o amor. Temos uma mulher forte, que se apaixona sim, mas que não muda seus objetivos, suas convicções, tampouco esquece de tudo o que abriria mão para ficar com quem ama. Temos uma mulher difícil de lidar, que não quer abrir mão da pouca liberdade que tem e precisa decidir se confiará no homem que ama para estar ao seu lado em todas as suas decisões e conquistas.
Ver o modo como os dois se aproximam, se conhecem, entendem as limitações um do outro, se desejam e passam a nutrir mais que uma amizade é apaixonante, sem deixar de ser divertido (como já é marca registrada nos livros da Lisa). É algo que já vi em vários romances, mas que aqui, tendo os dois enfrentando suas próprias decisões, suas próprias convicções não apenas para aceitarem um ao outro, mas para respeitarem quem são e suas vontades, é algo que eu só lembro de ter visto em um romance de época quase do século XX. E isso me encantou.
Vi o mocinho fazendo concessões, tentando descobrir uma forma de ter a Pandora como sua mulher e esposa, e apesar de em alguns momentos sentir falta desse mesmo empenho na Pandora, entendi que ela não era uma mocinha pra abrir mão do pouco que tinha, da sua única possibilidade de independência, apenas porque havia se apaixonado.
Apesar de me irritar em alguns momentos com ela, por ser teimosa, isso me fez admirá-la em alguns momentos. O medo dela era justificável. E como ela mesma diz: quando temos um pouco de algo, fazemos o que podemos para não perder o pouco que temos.
Eu amei o Gabriel, o modo como ele se viu aos poucos seduzido pela originalidade da Pandora, pelo que ela era, mesmo quando destoava tanto do que ele sempre acreditou que precisaria numa futura esposa. Amei o lado romântico dele, suas palavras doces e bonitas (apesar de ter achado exagerado uma vez ou outra). Ele me conquistou. Os dois me conquistaram, na verdade.
Apesar de ter achado a Pandora um pouco distante de sua irmã gêmea, e até um pouco de sua família, esse é mais um livro lido que recomendo muitíssimo!
O próximo livro será sobre dois personagens que nos surgiram como uma surpresa que veio como um trem desgovernado bem na minha direção enquanto eu lia esse livro, apenas durante a leitura dele eu entendi o motivo dos mocinhos do próximo não ser o casal que eu estava shippando (apesar do meu shipp nem se conhecer!). Estou ANSIOSÍSSIMA! Porque amo a mocinha e o mocinho me instigou muito nos momentos em que surgiu, e em todos em que eles estavam juntos, eu percebi que a história deles seria outra pra me deixar viciada na leitura.
Em breve volto com a resenha deles <3
Espero que tenham gostado das minhas impressões sobre a série até aqui. E que, se ainda não leram, possam dar uma chance a ela. Nos Ravenels vocês não vão encontrar personagens perfeitos e certinhos, são todos personagens muito reais, com muitos defeitos, com traumas, com inseguranças e limitações. Você vai odiá-los em alguns momentos, se irritar com eles em muitos outros, mas provavelmente se verá torcendo por eles, pelo crescimento deles, pelo final feliz de todos.
Eu me vi fazer isso durante a leitura dos três livros. Espero que se apaixonem tanto quanto eu <3
É isso <3 Até mais!
  • Capa
  • Diagramação
  • História
  • Personagens
  • Revisão
4.6

Ficha Técnica

Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente.
Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho.
Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la.
Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.

Número de páginas: 304 páginas
Editora: Arqueiro
Classificação Indicativa: +16

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