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Uma volta ao passado da Alemanha nazista para compreender o presente

Por Yukie
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“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.
A frase do historiador grego, Heródoto descreve a jornada que Hugo Seemann percorre na obra A Filha do Reich, escrita pelo jornalista e historiador Paulo Stucchi, lançamento da editora Jangada, do grupo Editorial Pensamento. Hugo, um designer industrial, solteirão, perto dos 40, depois da morte do pai, Olaf Seemann, se vê responsável por trazer à tona um passado distante e os sentimentos mais profundos, para entender sua verdadeira história.
Apesar de buscar a fundo conhecer suas origens, Hugo sempre teve uma relação conturbada com o pai. Segundo o autor, essa condição foi proposital e é um dos fios condutores da trama.

 

“Era isso que Olaf Seemann sempre significara para mim até aquele fatídico mês de dezembro de 2006, quando tudo mudou. Nada. Pior do que nada; eu o odiava por ter abandonado minha mãe e não ter estado presente nem no seu velório para um último adeus.”

(A Filha do Reich, página 94)

Hugo viaja à cidade de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, para cuidar do funeral de Olaf que morreu aos 82 anos. O que deveria ser uma mera formalidade de despedida a um pai que nunca conhecera de verdade, torna-se uma jornada ao passado com grandes revelações. “Ele precisava descobrir quem era seu pai de verdade, qual era a história por trás daquele homem distante e aparentemente frio”, sugere.
Além do conturbado relacionamento entre eles, traição, morte, amor e milagres fazem parte dessa história cheia de suspense. É na descobertas do filho sobre o pai que está a mensagem principal da obra. “As pessoas têm motivos para ser como são, ninguém é totalmente bom, nem totalmente ruim”, contextualiza.

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